Palavras-problema

07/02/2017

CLAROS SINAIS DE LOUCURA | KAREN HARRINGTON
254 PÁGINAS | INTRÍNSECA | 2013

Você nunca conheceu ninguém como Sarah Nelson. Enquanto a maioria dos amigos adora Harry Potter, ela passa o tempo escrevendo cartas para Atticus Finch, o advogado de O sol é para todos. Coleciona palavras-problema em um diário, tem uma planta como melhor amiga e vive tentando achar em si mesma sinais de que está ficando louca. Não é à toa: a mãe tentou afogá-la e ao irmão quando eles tinham apenas dois anos, e desde então, mora em uma instituição psiquiátrica. O pai tornou-se alcoólatra. Prestes a completar doze anos, Sarah sente falta de um pai mais presente e das experiências que não viveu com a mãe, está preocupada com a árvore genealógica que fará na escola e ansiosa porque seu primeiro beijo de língua ainda não aconteceu. Tragédia e humor combinam-se de forma magistral nesta incrível história sobre a aventura que é crescer.

"Pessoalmente, eu ia preferir que um garoto percebesse qual livro eu estava lendo e me dissesse que também tinha gostado." P. 49
Já faz um tempo que prometi a resenha desse livro fantástico e, portanto, cá estou! "Claros sinais de loucura" foi lançado, no Brasil, em 2014 e conta com 254 páginas. Essa é a segunda publicação de Karen Harrington, sendo que a primeira  de título "Janeology"  trata exclusivamente sobre o crime cometido pela mãe de Sarah e ainda não possui versão brasileira.

No livro, somos apresentados à Sarah de maneira leve e objetiva. A narração em primeira pessoa tece um vínculo com a protagonista, que, apesar de ter apenas quase 12 anos, possui uma capacidade intelectual avançada e racionalidade admirável. Ela não sabe praticamente nada a respeito de sua mãe, Jane Nelson, e, ainda menos, sobre o desastre do afogamento na pia, ao qual seu irmão gêmeo, Simon, não sobreviveu.

"A situação parece um pouco bizarra. Como a cama que ainda está desarrumada às duas da tarde e faz o dia todo parecer uma bagunça." P. 89
Sarah é uma garota diferente, cheia de incertezas e dúvidas (quem não?), com grande poder de observação, que, por meio de palavras puras, compartilha um pouco do seu mundo conosco. Além disso, conversa com sua Planta (com P maiúsculo, sim, porque é nome) e, graças ao incentivo de seu professor de inglês, escreve cartas para Atticus Finch, advogado de "O sol é para todos", nosso seu personagem favorito.




De tempos em tempos, muda de cidade, visto que as pessoas descobrem a respeito de sua mãe e tão logo começam os julgamentos sociais, repórteres bisbilhoteiros e piadinhas na escola. Ela deixa evidente, ao longo da trama, seu incômodo em relação a isso: não poder criar raízes por conta do erro de outrem.

Tom Nelson, seu pai, é professor e alcóolatra, mostrando-se, várias vezes, negligente no seu relacionamento com a filha. Ele é incapaz de abstrair o passado e construir uma base sólida com Sarah, fato que faz com que a garota aja como a adulta da situação durante grande parte do tempo, enquanto Tom encontra-se bêbado no sofá.

"É isso que eu sou. Uma cripta de segredos. Eles se agitam dentro do meu peito como pássaros engaiolados que querem fugir, mas têm medo de voar." P. 97
Ou seja, em resumo, a vida de Sarah é fodida em quase todos os aspectos. Ela deseja saber mais sobre a mãe, ao mesmo tempo em que se questiona sobre o elo que as envolve loucura. Recolhe pedaços aqui e ali, através de jornais e sites, para tentar preencher as lacunas de sua história. Simultaneamente, enfrenta dilemas pré-adolescentes, como o primeiro beijo, trabalhos de escola e romances imaginários, fato que equilibra todo o enredo e confere veracidade à personagem.

Conforme a leitura avança, Sarah apresenta definições de palavras que se entrelaçam às suas narrações e disserta sobre seus significados. Tudo é muito fluído e bem enredado. As cartas, bem como outras composições (mensagens de texto, e-mails e bilhetes), aparecem sutilmente ao longo do livro, com tipografia diferenciada e compatível.

"(...) as pessoas em geral são o que decidem ser, não importa de onde vieram." P. 180
"Claros sinais de loucura" possui mensagens importantes, ainda que sutis. Há um pouco de empoderamento feminino aqui e ali, mesmo que de forma singela. Karen Harrington soube trabalhar de forma espetacular o universo de uma criança em crescimento e é muito provável que você se identifique com os pensamentos de Sarah, especialmente se foi uma das crianças não populares e/ou zoadas do colégio  falo por experiência própria.

Os personagens secundários também são muito bem construídos e têm profundidade, o que enlaça toda a trama de maneira tênue. As observações racionais e questionadoras de Sarah despertam nossa curiosidade e julgamento a respeito de todo o cenário a sua volta. Os temas abordados são pesados  – alcoolismo, doenças psicológicas, morte e afins – e a narração um tanto quanto ingênua (apesar de perspicaz) traz o tom certo à obra.

Entretanto, acho importante evidenciar que esse não é um livro com começo-meio-fim. E, por sinal, isso é um aspecto extremamente positivo da publicação, por motivos de: o que importa, de fato, é a jornada da personagem e sua evolução pessoal, tal qual na vida real. Não vá ler esperando que todos os dilemas e problemas apresentados inicialmente irão, magicamente, se resolver até a página final, pois, dessa forma, a decepção será inevitável.

"A diferença entre as nossas mãos é como fogo e gelo. Ela trabalhou duro durante a vida inteira, e minhas mãos não fizeram nada. Ela viajou muito, e eu só fiquei em casa. Espero que um dia minhas mãos sejam como as dela." P. 151 
 A afinidade com os aspectos físicos varia de acordo com o gosto individual, mas acho legal ressaltar que o visual da capa me agradou imensamente e, quem leu, sabe que é a cara da Sarah. A diagramação é boa e descomplicada. Não existem firulas na parte interna e, particularmente, prefiro dessa forma.

Minha única ressalva está na página 107, onde há um trecho – até que consideravelmente longo – com tradução errada (shame on you, Intrínseca). "Nossa, Victória, por que implicar com isso?" Simples: esse trecho em específico fala sobre o livro "O sol é para todos" e, quem não fez a leitura, irá, certamente, se confundir.

"(...) Então, sabe, eu não tenho contato com a minha mãe. Scout tem mais sorte do que eu nesse quesito. A mãe dele, sua mulher, morreu quando ele tinha dois anos, então ele não se lembra dela."


HELLO, Scout é a narradora do livro favorito da Sarah e, por sinal, uma garota! Incrivelmente, Scout foi citada anteriormente, na página 63, como sendo uma personagem feminina e, ao mesmo tempo, durona, então isso leva a crer que foi só um vacilo feio de tradução/revisão mesmo. ¯\_(ツ)_/¯


"Descobri que é preciso escolher ter coragem todos os dias, como se escolhe a camisa que vai vestir. Não é automático." P. 235
De qualquer forma, esse errinho não tira o mérito do livro como um todo. Em suma, a personagem-narradora possui complexidades e trejeitos na medida certa e, de maneira alguma, se torna entediante ou chata ao longo dos capítulos (né, Katniss? cof cof), pelo contrário, Sarah é carismática e conquista nossa empatia a cada página. Além disso, os personagens secundários são escritos forma realista e cada qual tem sua relevância e papel de destaque no momento certo (sra. Dupree ♥). 

"Claros sinais de loucura" pode parecer, à primeira vista, aquele livro de um sábado a tarde chuvoso, com um possível quê de leitura de ônibus, mas é, indiscutivelmente, uma obra que conquista. Você vai desejar ter tido Sarah Nelson como sua melhor amiga de infância, eu garanto.


NOTA: 10/10

Ficou com vontade de ler? Já leu? Diz aí. :)

46 comentários:

  1. Ótimo livro pro um dia calmo e livre de internet, solta totalmente a imaginação, adorei a história, beijos !

    www.diksdareh.blogspot.com.br

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    1. Com certeza! :) É daqueles livros de "uma tarde", você lê rapidinho e ainda distrai a mente com um conteúdo interessante e bem escrito.

      Beijos ;*

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  2. Acho que se você fizesse resenha de uma pedra, de como ela é bonita e tem formas assimilares, eu ia acabar concordando e ficando louca de vontade pra ver uma pedra. Porque é justamente isso que você desperta (em grande quantidade) em que lê suas resenhas: interesse. Até de uma forma meio exagerada.
    Eu lembro que esse livro estava na lista de Metas Palpáveis - assim que li a sinopse me veio na memória -, e tanta coisa acontecendo de uma só vez pra uma menina de 12 anos não tem como não prender o leitor à história.
    Eu adoro livros assim com uma pegada mais psicológica, sabe? Que envolve coisas que mexam muito com o mental dos personagens. Já li livro em que três protagonistas eram mantidas em cárcere privado por um sequestrador, outro em que a menina que sofria bullying na escola tem que lidar com o fato de que seu namorado abriu fogo na escola e depois se matou, ainda outro em que um sequestrador pedófilo mantem presa uma criança, e assim quando ela começa a crescer, ele para de ter interesse nela e a obriga a ajudá-lo em seus novos sequestros (!). Parece meio loucura, mas é tão difícil entender realmente o que se passa na cabeça de pessoas que sofrem momentos assim, que só os livros nos fazem sentir com o coração o mesmo que o personagem. E cresce em nós um sentimento maravilhoso: empatia. Mesmo que nascido através de personagens fictícios.
    Eu quero muito ler esse livro! Adicionei na minha lista de "Quero Ler" lá no Skoob e até vi que dois amigos de lá já leram o livro e fizeram resenhas por lá.

    Com carinho,
    Conto Paulistano.

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    1. Selma, seu comentário me emocionou demais! Estou até sem palavras, guria. ♥ Você não sabe como fico feliz em saber que minhas (singelas) resenhas despertam interesse nas pessoas, porque, no fim das contas, o objetivo é esse! haha

      Também amo livros com essa pegada psicológica, inclusive, se quiser me indicar alguns, aceito de coração! HAHAHA Acredito que nosso gosto é parecido.

      E empatia é um sentimento, de fato, maravilhoso. Muitos autores conseguem despertar nossa empatia de forma tão concreta, né? Às vezes, até em casos onde não deveria havê-la, como em "Lolita" à primeira vista.

      Depois me conte o que achou! Estou doida para ouvir sua opinião. Obrigada pela visita.

      Beijão ;*

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  3. Coloquei esse livro no Kindle há um tempão e ele ficou esquecido lá. O título tinha me chamado muita atenção na época, mas acabei deixando de lado mesmo. Sua resenha me deu vontade de voltar a ler - principalmente por causa da protagonista.
    E também fiquei curiosa pra saber dessa história do afogamento do irmão dela. Será que esse livro vai demorar a chegar no BR?
    Beijos

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    1. Sabe que o principal ponto que me atraiu nesse livro foi o título? HAHAHA Além das referências a "O sol é para todos".

      Fico muito feliz que a resenha tenha despertado seu (re)interesse! A protagonista é um amor, juro.

      Então, pelo que li "Janeology" não é considerado um livro tão bom assim, até mesmo pela autora Karen Harrington. Ela até chegou a dizer que era horrível, apesar de ter gerado a ideia para "Claros sinais de loucura". Por isso, não sei se irá chegar no Brasil. :(

      Mas, pessoalmente, acho que deve ser super interessante ler o ponto de vista da Jane e (tentar) entender a motivação do crime.

      Beijo :*

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  4. BAITA FUCKING RESENHA. tenho que te aplaudir. garota, que resenha. Conseguiu colocar em palavras tudo que eu senti ao ler esse livro. Vale muito a leitura e agora bateu uma vontade de reler, rs. Beijinhos <3

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    1. AHHH, obrigada, de coração! Fico MEGA contente que você tenha gostado da resenha. <3 Por ser a primeira resenha do blog rolou aquela ~insegurança. HAHAHA

      Obrigada pela visita, saudades de te ver por aqui!

      Beijos ;*

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  5. Eu to amando essa onda de livros em que as personagens são bem novas, mas bem inteligentes e que conseguem se virar, apesar dos problemas <3
    Amei a resenha!

    bruna-morgan.blogspot.com

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    1. Simmmm! Eu também estou amando essa onda, confesso. E, aliás, estou lendo um livro cuja personagem principal é nova e super foda. Estou louca para resenhar. HAHA

      Beijos ;*

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  6. Hahahhahahaha eu sou essa pessoa! "Pessoalmente, eu ia preferir que um garoto percebesse qual livro eu estava lendo e me dissesse que também tinha gostado." P. 49
    Então, já está na minha lista de desejados (aquela lista sem fim, sabe?). Apesar de parecer que eu vou ter um nó na mente quero ler esse livro, e, Katniss é chata? Nunca li, então fiquei surpresa! A Jennifer Lawrence fazia um carão de nervosismo o tempo todo nos filmes, mas eu achei que era só a cara dela mesmo, mas então vem do livro? Estou tentando mudar minhas leituras, mas sou sempre pega pelos best sellers modinhas sobre romance clichê, mas um dia eu chego no seu nível.
    Ps: Posso pegar a tag das 52 semanas?

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    1. Também sou essa pessoa! HAHAHA Sim, conheço a lista sem fim. :P Acho que, talvez, não. Ele dá aquela torcidinha no cérebro, mas não chega a ser um nó. hehe

      Olha, euzinha achei a Katniss insuportável. Juro! Li a trilogia completa só para ter certeza de que não estava fazendo julgamentos prematuros, mas não teve jeito.

      Porém, acho que não sou parâmetro, porque sou meio crica, vide que odeio o Harry (HP). haha

      Acho que não tem problema algum nisso, sabia? A gente tem que ler aquilo que nos faz bem. O importante é continuar lendo. :D Não sou nenhuma erudita ou coisa do gênero também. HAHAHA

      Claro que pode! Fique à vontade. <3

      Beijão :*

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  7. Olá! Que resenha incrível, e que livro interessante. Me sinto na obrigação de conhece-lo rsrs.

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    1. O livro é muito interessante mesmo! Aposto que não vai se arrepender de lê-lo.

      Beijos ;*

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  8. Nossa, eu nunca tinha ouvido falar do livro e estou aqui coçando os dedos para já procurar na internet um exemplar para comprar! ahahah
    Adoro livros com essa temática, mas sem ser mais do mesmo "doente terminal se apaixona e descobre o sentido da vida antes de morrer". É uma forma mais interessante e inteligente de tratar assuntos tão importantes, que devem ser debatidos.
    Excelente resenha e valeu pela dica sobre a questão da citação de O Sol é para Todos.
    xoxo

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    1. Compra compra compra compra! HAHAHA Parei.

      Simmm, a forma como a autora abordou a temática foi super genial. Que bom que gostou! <3

      Beijão :*

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  9. Eu leio suas resenhas e fico com vontade de ler todos os livros, daqui a pouco não vou ter espaço para outras indicações. Esse é mais um que vai pra lista de espera. Fiquei muito curiosa pra saber um pouco mais sobre a Sarah.

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    1. Ai, que beleza, significa que estou conseguindo passar o que senti ao ler! HAHAHA Aposto que você vai gostar muito dela, me conta depois.

      Beijos ;*

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  10. Que resenha maravilhosa, parabéns! Nunca tinha ouvido falar desse livro e com certeza ele vai entrar pra minha listinha de "Quero ler" do Skoob hahahaha
    Sarah me pareceu uma personagem muito interessante e forte. Adoro!

    Beijos,
    Mayelle | http://www.infinitosdetalhes.com.br

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  11. Esse livro está na minha wishlist desde o ano passado, porque alguém me disse que me acha parecida com a protagonista (socorro!!) haha. Agora até me arrependi de ter comprado Mosquitolândia ao invés dele :p

    Sua resenha só me instigou ainda mais a ler. Outro que eu pretendo ler é O Sol é Para Todos, pois parece incrível! Ah, adorei as frases que você intercalou com o texto *-*

    Beijos.

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    1. Eu, no seu lugar, consideraria essa comparação um baita elogio! hahaha <3

      Fico feliz! "O sol é para todos" é um livro fantástico, vale cada minuto.

      Beijos ;*

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  12. Me sinto na obrigação de ler!!
    Quando mais nova, eu jurava que eatava ficando doida. Até a acompanhanto psicológico já Fiz hahaha

    Hoje vou ao centro no Sebo. Espero encontrar ♡

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  13. Adorei a resenha. Vou procurar este livro. Muito me interessou.

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  14. Esse primeiro parágrafo foi o suficiente para eu ver que esse livro é maravilhoso, preciso lê-lo

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  15. Parece uma leitura complexa por buscar compreender o perfil psicologico da protagonista, gostei da apresentação que você fez sobre o livro ressaltando as principais indagações do personagem. Beijos

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    1. Sabe que não é complexa?! Mesmo com a tentativa de compreensão do perfil psicológico de Sarah, acredito que a narração em primeira pessoa traz leveza.

      Obrigada!

      Beijos ;*

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  16. Que puta apresentação de um livro.
    Namoral, parabéns pela resenha.
    Esse é um daqueles que eu preciso ter
    (e aceito empréstimo)
    www.josya.com.br

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    1. AH, obrigada! <3 É mesmo!

      HAHAHAHA Vou mandar por pombo correio. :P

      Beijos :*

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  17. Fiquei com imensa vontade de ler sim! Ahah xD sabes que na tradução de uma das primeiras edições de HP traduziram a professora Sprout como um professor xD foi muito mau!
    Gostei imenso da tua review, muito completa <3

    Beijinhos,
    Mii
    Https://thycomiclife.wordpress.com

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    1. Ah, que bom! <3 Nossa, não sabia dessa! Que tristeza. hahaha

      Obrigada!

      Beijos ;*

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  18. Não conhecia o livro mas fiquei super curiosa! A tua review está tão bem conseguida, sinto que, por breves momentos, fiz parte da história :3

    With love, Miss Melfe

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    1. Poxa, que sensação legal! Fico muito contente.

      Beijos ;*

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  19. Gostei muito do post! A tua review está extraordinariamente detalhada e completa, de forma a que nos dá uma ótima visão da história! O livro foi diretamente para a minha To-Read list!

    Um beijinho e obrigada por partilhares esta obra,
    Bia do Bookaholic.

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    1. Ah, muito obrigada! De verdade. <3 Espero que goste.

      Beijinhos :*

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  20. Hey! Já vi muitas resenhas do livro, mas acho que essa é mais detalhada, e eu curti bastante. Eu gosto de livros assim: crianças protagonistas, uns temas pesados, mas ditos de uma maneira mais simples... Me dá sempre uns apertos no coração, mas curto muito. E me interessei bastante por esse livro ☺ Flores no Outono 

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    1. Que bom que curtiu! <3 Também gosto muito de livros desse tipo, há um equilíbrio legal, né?

      Beijos ;*

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  21. Nossa, adorei o livro e esse enredo super forte! Vou adicionar na minha listinha pra ler depois que ler O sol é para todos. Adorei o seu blog e já estou seguindo! <3

    sorria sempre :)
    www.malusilva.com.br

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    1. Legal, né? Tomara que você curta a leitura de ambos! Fico muito muito feliz. <3

      Beijo :*

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  22. QUE RESENHA INCRÍVEL! Amo quando leio uma resenha que me deixa ansiosa pra ler uma história. Nem leio tantos livros assim, mas são sempre impactantes e fazem você pensar, por isso eu gosto.
    Li um thriller psicológico recentemente, uma garotinha de 8 anos é sequestrada pelo pai para morar em uma cabana no meio do nada, e um dia ele diz a ela que o mundo acabou, e ela cresce acreditando nisso. Enfim, acho que vai gostar.

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    1. AAAH, valeu! De coração. ♥ Também sou mais "qualidade" do que "quantidade", acredito que é uma forma melhor de seleção. haha

      Mano, li uma sinopse desse livro há um bom tempo atrás, mas acabei esquecendo. Vou acrescentar na minha lista de leituras! Obrigada. ♥

      Beijão :*

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  23. Parece ser um livro intenso! Fiquei curiosa em saber mais sobre a vida da personagem.
    Ótima resenha, muito bem escrita!

    Beijos
    Inverno de 1996

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    1. O livro tem, digamos assim, picos de intensidade. Não vou mentir dizendo que é um baita thriller, cheio de reviravoltas, porque não é. Porém, tem as suas doses de altos e baixos e uma protagonista cativante. ♥ Acho que já vale, né?

      Obrigada pelo elogio e pela visita!

      Beijos ;*

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