O dia em que eu virei fada

21/07/2015

Uma das preocupações que eu sempre tive - desde que comecei meu relacionamento com o Kaio - foi a questão da nomenclatura. Oxe, como assim? Eu explico. A mãe do Miguel não é muito presente, a guarda integral é do Kaio e ela (supostamente) pega o padawan nos fins de semana. Ou seja, um dos meus maiores receios era que o Miguel começasse a me chamar de mãe. Afinal de contas, não quero "roubar" o lugar de ninguém. 

Então, um dia desses, meu medo se concretizou. Ouvi, pela primeira vez, o Miguel me chamar de "mamãe". Sentamos com ele para conversar e explicar que, na verdade, eu sou a "namorada do papai"; tentamos até introduzir o termo "madrasta", mas não colou. Desde esse dia, investigamos o campo, sempre o lembrando de que eu não sou a mãe, apesar de estar mais presente do que ela.


Até aí tudo certo. Esta semana, estávamos passeando e eu joguei a pergunta no ar:

 Miguel, o que eu sou sua?

Ele me olhou pensativo. Fez aquele biquinho com a boca e torceu o nariz, olhando para os lados. Depois de alguns segundos (que pareceram décadas), ele me respondeu feliz:

 Fadinha! Você é minha fadinha mágica. - e me abraçou. 

Eis que eu virei fada. É mole? 

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